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Sexta-feira, 2 de Julho de 2010

ENXAQUECA

 

A enxaqueca é uma cefaleia (dor de cabeça) que afecta cerca de 11% da população e que é causa de absentismo no trabalho e de grande incapacidade para os doentes. Mais frequente nas mulheres, parece estar relacionada com os níveis de estrogénios. Assim, pode manter-se durante toda a vida, ou desaparecer com a menopausa.

Caracteriza-se por episódios de dor, que duram entre 4 a 72 horas, que depois alternam por períodos sem dor.

É uma dor do tipo pulsátil, geralmente de um dos lados da cabeça (alternando de lado), de intensidade moderada a severa e afecta a região frontal e das têmporas. A dor agrava com a actividade e é geralmente acompanhada de fotofobia (agravada pela luz), sonofobia (pelo ruído), náuseas e vómitos.

Em alguns casos (15% dos doentes), nomeadamente aquando de enxaqueca com aura, surgem sintomas neurológicos transitórios como:

- alterações da visão (brilhos, riscos, perda de visão ...)

- alterações sensitivas (formigueiro nos braços e metade da face)

- alterações da linguagem (dificuldade em articular a linguagem)

Esta aura dura normalmente menos de 60 minutos.

 

O tratamento destas crises deve passar pela prevenção das mesmas, através da identificação e evitamento dos factores desencadeantes (jejum prolongado, alterações do sono, alguns alimentos ou bebidas alcóolicas, stress, esforço físico intenso).

Em casos de episódios de enxaquecas menos frequentes ou de dor menos intensa, os doentes podem fazer apenas uma terapêutica sintomática em SOS (aquando dos primeiros sinais de uma crise) recorrendo a:

- paracetamol (Ben-U-Ron) ou ácido acetilsalicílico (Aspirina)

- anti-inflamatórios não esteróides, particularmente o naproxeno (Momendol) ou o diclofenac (Voltaren)

- terapêutica específica da enxaqueca: triptanos ou ergotamina

 

Em casos mais graves, com enxaqueca muito incapacitante e crises muito frequentes, deve instituir-se uma terapêutica preventiva diária:

- antiepilécticos (topiramato)

- antidepressivos tricíclicos em doses baixas (amitriptilina)

- beta-bloqueantes (propanolol)

 

É importante os doentes consciencializarem-se que não têm de viver com estas cefaleias tão incapacitantes. E, sobretudo, alertar para os riscos da auto-medicação abusiva que, pode ser, por si só, a causa de mais cefaleias. É fundamental procurar um médico neurologista para que este adeque o esquema terapêutico a cada doente.

publicado por Dreamfinder às 16:14

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